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Viagem a Marrocos...Viagem ao fundo da Alma...




Esta foi sem dúvida a viagem da minha vida

Ao receber o manual do viajante, a simples frase: «No deserto encontrarás, aquilo que levares» …fez- me pensar. O que é que eu levo afinal? O que é que eu vou encontrar? A minha cabeça agora encontrou tanta «bagagem» … mas percebi que a maior parte dessa bagagem que levei para o deserto não me servia, a única que levei e encontrei lá, era a que estava bem guardada no fundo do deserto da minha alma, amor e liberdade.


Na nossa vida, encontramos tantos obstáculos invisíveis, pomos tantas barreiras a nós mesmos, que quando nos deparamos com a simplicidade da vida, com o espelho das histórias dos outros à nossa frente, percebemos que afinal só o amor cura, o amor por nós, pelos outros e pela vida.



 A liberdade de nos permitirmos ser quem somos, sem cobranças, sem medos e sem julgamentos, perceber que somos capazes de escalar a mais alta montanha.
Ao subir aquela duna no deserto e ser presenteada com um magnífico nascer do sol, fez- me renascer por dentro, fez- me ver o amor diante dos meus olhos e senti-me pequena perante uma imensidão de dunas de areia que me transportaram para o interior de mim mesma, e me fizeram perceber que a vida é tão simples, nós é que complicamos. Grata.

Carta aos amores que eu tive e não vivi por nunca ter tentado






Fecho os olhos, vejo-me uma menina tímida, olhar inocente, sorriso maroto, e coração sincero. A primeira vez que te vi naquela sala de aula da primeira classe, fizeste o meu coração sentir uma energia tal que batia acelerado como se o simples facto de olhar para ti, tivesse a sensação de andar na maior montanha russa do mundo. Mas no auge dos meus cinco para seis anos, não sabia que sensação era essa. E a do amor? Essa tão pouco...Mas hoje com trinta e quatro anos, e apesar de nunca ter andado de montanha russa, fecho os olhos, volto àquela menina que fui, e agora sei que era amor, porque tudo que é sentido com o coração é incondicional. 

A primeira-classe passou, a segunda a terceira e a quarta, nunca te revelei tal sentimento, nem eu própria sabia o que revelar, decifrar sentimentos, mas agora sei que os sentimentos não se explicam, sentem-se.

Olhavas para mim, falavas, brincavas comigo, explodia em alegria, controlada, sempre controlada, parecia que era feio mostrar alguma ponta de interesse. A dúvida, ficou sempre no ar, será que ele sentia o mesmo que eu? Não sei, não sei e nunca o vou saber. Veio o quinto ano, e ficamos separados…As palavras ficaram caladas, engasgadas no tempo, as memorias no entanto falam mais do que deviam…neste momento correm-me lágrimas pelo rosto, nem sei porque caiem…saudades desse primeiro amor que senti e nunca revelei? Ou saudades de voltar a ser criança e voltar a sentir sem saber o que sentia? Primeiro amor que tive e que nunca vivi por nunca ter tentado…

Desabafos | Dia do pai


Hoje é dia do Pai…
Volto a ser criança outra vez, os meus olhos enchem-se de água, as lágrimas caiem, os anos passam e a história repete-se…
O meu pai hoje tem 75 anos, está junto de mim, como sempre esteve nestes anos todos desde a minha idade zero, sempre foi um pai presente fisicamente mas ausente do meu mundo…
Nunca tive um pai para levar-me a passear ao jardim…
Nunca tive um pai que me ensinasse a andar de bicicleta…

Nunca tive um pai que oferece-se me um presente no meu dia de anos…
Nunca tive um pai que me pergunta-se, porque estava triste…
Nunca tive um pai que me desse um abraço e me disse-se «não tenhas medos porque estou aqui»
Nunca tive um pai que me fosse por ou buscar à escola…
Nunca tive um pai presente nos meus natais porque se oferecia sempre para ir trabalhar nessa noite…
Cresci com o meu pai tão perto e tão longe…
Julguei muitas vezes sozinha, porque o meu pai não agia como pai, chorava recolhida no meu mundo de criança, mas nunca conseguia sentir raiva, sentir odio, apenas tristeza e mágoa, porque o meu pai só era pai biológico e de nome, porque as ações eram distantes, frias, de um homem que demostrar sentimentos não era o seu forte…
Hoje sei que ele fez o melhor que sabia fazer, porque ele nunca soube ser filho, pois o meu avô paterno só o perfilhou aos 18 anos e por isso também nunca foi um pai para o meu pai…
Hoje vejo que o amor que o meu pai tem por mim, não estava nos presentes que eu nunca tive, não estava nos abraços que ele quase nunca me deu, não estava nos dias de escola que ele nunca me levou…
O amor do meu pai por mim está na vida que ele me deu…
Está no olhar que ele me dá…
Está na simples presença que ele me dá…
E posso dizer que em 34 anos de vida que tenho a única vez até hoje que precisei de ajuda ele estendeu a mão e disse, estou aqui…
Obrigado meu pai por seres o melhor pai do meu mundo…Feliz Dia…

Sentimentos


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